A Mulher, o Diabo e o Pecado em Gil Vicente e seus aspectos residuais na obra de Suassuna

Francisco Wellington Rodrigues Lima, Elizabeth Dias Martins

Resumo


Durante a Idade Média, a mulher quase sempre foi identificada como um perigoso agente do Diabo. Era um ser ambíguo; símbolo da perdição humana e armadilha predileta de Satã; poderia ser taxada de feiticeira e destruidora de um mundo sem pecado, sem sexo, sem luxúria e tentações; era um ser temido e oprimido pela Igreja Católica; um ser de muitas advertências e inquietações; era mãe do pecado e enganadora dos homens. Conforme Delumeau (2009), a mulher “permaneceu para o homem um constante enigma”; “uma eterna contradição viva; ministro de idolatria”, pois torna o homem um ser vulnerável e feitor de coisas insensatas. “Filha mais velha de Satã, ela é um abismo de perdição”. (DELUMEAU, 2009, p. 450). Sendo assim, o trabalho investigativo visa demonstrar o imaginário cristão e a representação da mulher no teatro medieval, em especial, no teatro vicentino, bem como os resíduos dessa forma de ver, sentir e pensar a mulher no teatro brasileiro contemporâneo de Ariano Suassuna. Sobre o teatro de Gil Vicente, visitaremos a “Trilogia” das Barcas e o Auto da História de Deus. De Ariano Suassuna, consultaremos o Auto da Compadecida, A Farsa da Boa Preguiça e As Conchambranças de Quaderna. O método de procedimento analítico será o comparativo. Buscaremos subsídios no corpus teórico da Literatura Comparada e os mesclaremos aos conceitos operativos da Teoria da Residualidade Literária e Cultural, sistematizada por Roberto Pontes.Mulher; Idade Média; Gil Vicente; Ariano Suassuna; Residualidade

Palavras-chave


Mulher; Idade Média; Gil Vicente; Ariano Suassuna; Residualidade

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