OS COMPROMISSOS DA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE QUIXERAMOBIM-CE: GERENCIAMENTO DOS BENS ATRAVÉS DOS ATORES E DAS COISAS.

Luciana Maria Pimentel Fernandes

Resumo


Este artigo trata da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Quixeramobim, composta na sua maioria pela população negra da cidade, e que teve seu início num momento onde as confrarias possuíam, além de uma função religiosa, um papel social que permitia as pessoas à frente de suas atividades se envolverem em questões profanas da vida dos irmãos, sem o controle e a fiscalização da alta hierarquia da Igreja. Participar da irmandade acabava sendo uma atividade que estava, na maioria das vezes, para além da vivência do catolicismo, ou seja, era uma boa oportunidade para criar uma válvula de escape e inserir-se em diferentes discussões que fogem ao âmbito religioso, já que estamos falando de um grupo à margem da sociedade. Devemos lembrar que “o que caracteriza a confraria é a participação leiga no culto católico. Os leigos se responsabilizam e promovem a parte devocional, sem necessidade de estímulo dos clérigos” (HOONAERT, 1983.p.235). Porém, a participação leiga na irmandade se estendia, pois os mesmos encontravam nas reuniões da confraria uma oportunidade de fazer uma reflexão em conjunto sobre o que acontecia e até mesmo sobre a situação de cada um, expondo seu ponto de vista sobre a condição a qual estavam destinados a viver e até pensando em mecanismos de se ajudarem, reforçando a ideia de Irmandade.

Palavras-chave


Irmandades Religiosas; Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Quixeramobim; Profano e o Sagrado

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