POR QUE NÃO DEVEMOS NOS DEIXAR LEVAR PELA OPINIÃO DA MAIORIA: UM BREVE ESTUDO SOBRE O CRÍTON DE PLATÃO

Marcílio Bezerra Cruz, Marciano Romualdo Araujo Cavalcanti

Resumo


O referente artigo objetiva analisar as temáticas trabalhadas por Platão no diálogo Críton, que ficou conhecido como a obra dedicada ao estudo do dever. Nele, tomaremos como ponto de partida a censura de Sócrates ao enaltecimento da “opinião da maioria”, bem-quista e empregada por Críton ao decorrer de todo o diálogo. Abordaremos como Platão, mais uma vez, utiliza o evento da morte de Sócrates para pôr em xeque a tradição que, sem fazer o bom uso do lógos, tropeça em grandes contradições.  Depois, a partir do argumento de que “não devemos cometer injustiça em hipótese alguma”, investigaremos como o diálogo parece caminhar em direção ao fato de que sempre precisamos seguir as leis, mesmo que os homens façam mau uso delas. O que permanece, portanto, é a crítica de Platão a democracia e como ela não é capaz de sustentar (como propõe) uma injustiça igual para todos. Por fim, tentaremos deixar explícito que a pretensão de Platão no Críton parece ser a de fortalecer a mensagem do seu mestre de que não vale a pena viver uma vida sem reflexão.


Palavras-chave


Filosofia, Ética, Platão, Críton, Autonomia.

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Curso de Graduação em Filosofia                                   

Occursus - Revista de Filosofia

ISSN: 2526-3676

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