AS LIÇÕES POLÍTICAS DE SÊNECA E DE MAQUIAVEL: CLEMÊNCIA OU CRUELDADE COMO A MELHOR ESTRATÉGIA PARA PERPETUAÇÃO NO PODER

Bruno Alonso

Resumo


Em meio às incertezas que permeiam as decisões políticas de um governante, subsiste uma profunda desconfiança em relação à crença de que seja plausível estabelecer alguma estratégia política que garanta o êxito das suas ações. Fazer da crueldade um meio de impor autoridade é uma estratégia prolífica para fortalecê-lo? A conduta mais adequada seria pautar as decisões pela clemência e ser brando diante de eventuais ameaças? Certo é que ambas as estratégias envolvem sérios riscos, de abalar a confiança no soberano e torná-lo vulnerável a conspirações. O Tratado sobre a Clemência de Sêneca e O Príncipe de Maquiavel revelam visões conflitantes sobre o melhor caminho a ser trilhado pelo governante. Sêneca escreveu para o imperador romano Nero. Maquiavel dedicou a sua obra ao príncipe de Florença Lorenzo de Médici. Dois textos filosóficos desenvolvidos segundo diretrizes pedagógicas, cuja finalidade é o aprimoramento ético e intelectual do governante. Sêneca e Maquiavel revelam visões políticas discrepantes. Mas os longos séculos que separam os filósofos não obscurecem os elos que possibilitam compreender aspectos essenciais à natureza humana, a complexidade que envolve as relações políticas e a obstinação compartilhada entre os dois filósofos em traçar um caminho factível para o governante se perpetuar no poder.


Palavras-chave


Maquiavel. Sêneca. Filosofia. Política.

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Occursus - Revista de Filosofia

ISSN: 2526-3676

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