Intelectuais negros: migração e formação entre conflitos e tensões

Neusa Maria Mendes de Gusmão

Resumo


O fenômeno educativo em nível superior e os muitos caminhos de sua realização constitui o pano de fundo no qual transitam estudantes africanos de nível superior e, dentro e fora de seus países originários, particularmente, no Brasil e em Portugal. São sujeitos que buscam construir trajetórias estudantis e profissionais, múltiplas e diversas, porém enfrentam desafios que envolvem o processo migratório, a formação e a profissionalização. O contexto que os desafia na construção de um lugar próprio como intelectual e negro em sociedades marcadamente racistas como o caso do Brasil e de Portugal expõe a natureza das instituições de ensino. Expõe ainda, a existência do racismo científico e revela o campo de conflito e tensões que envolvem o sujeito negro em busca de qualificação. Nesse sentido, entra em linha de conta questões relativas ao desenvolvimento humano, social e econômico, bem como a internacionalização que, expressa a dinamicidade dos cinco países africanos – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe – tomados enquanto realidades em transição. Contudo, a internacionalização é também proposta brasileira para seu sistema de ensino, que tanto recebe aos africanos e outros em suas IES, como gera políticas de intercâmbio de alunos brasileiros com outros países. Não é diferente com Portugal. Assim,           compreender o que há de mais geral e também mais particular na realidade dos países africanos e no caso brasileiro é a proposta da presente comunicação. 


Palavras-chave


Racismo, Ensino Superior, Migração, Africa, Brasil, Portugal.

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O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE